ARIEL MACEY — Mamãe? — Vittoria chamou. — Oi, meu amor. — O papai vem jantar? Senti um nó na garganta. — Não hoje, filha. Hoje somos só nós duas. Noite das meninas, lembra? Vittoria fez um bico, insatisfeita. A campainha tocou. Franzi a testa. Eu não tinha pedido serviço de quarto. Caminhei até a porta e olhei pelo olho mágico. Era um funcionário do hotel, carregando caixas enormes com laços de fita prateada. Atrás dele, um dos seguranças de Dante assentiu para mim, confirmando que era seguro. Abri a porta. — Entrega para a Srta. Vittoria — o funcionário disse, sorridente, depositando três caixas grandes no chão. — Obrigada. Fechei a porta e Vittoria correu até as caixas, a curiosidade infantil vencendo a tristeza por um momento. — Presente? — Os olhos dela brilharam. — Foi o papai que mandou? Hesitei. Eu não podia mentir. — Não, meu amor. Foi... foi o Dante. O tio que nos ajudou ontem. O brilho nos olhos dela diminuiu um pouco, mas ela ainda era uma criança, então ras
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