O momento em que ele finalmente a tomou para si foi um impacto, um choque tão profundo que arrancou de Yulian um uivo sufocado e de Ária um grito preso entre surpresa, dor e desejo.Não era apenas união; era colisão. Era encontro. Era o tipo de choque que muda a forma como duas almas respiram uma da outra.O corpo dele, quente, tenso, desesperado, moldou-se ao dela com uma urgência feroz, como se cada segundo perdido tivesse lhe custado uma vida inteira. Yulian não buscava delicadeza; buscava alívio, redenção, perdão e talvez até absolvição, tudo naquele único ato. Cada movimento dele carregava anos de fome, solidão e o peso sufocante da maldição que o dilacerava por dentro.Ária sentiu cada fragmento disso. Sentiu a dor, o desespero, o fogo, o pedido silencioso. E, em vez de recuar, ela o puxou para mais perto, arranhando-lhe as co
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