“A VOZ QUE TRAÇA DESTINOS” OPAL Helga havia acabado de deixar o antiácido ao lado do prato dele quando Atticos respirou profundamente, apoiando uma das mãos na mesa, como se estivesse não apenas reunindo forças, mas também paciência. —O jantar ainda fumegava na delicada porcelana, enquanto o aroma reconfortante da comida se entrelaça com seu perfume amadeirado, criando uma atmosfera elétrica. — Eu permaneci em silêncio, lutando contra a tensão que sua presença trazia, como uma corda esticada além do limite. Ele tomou o antiácido, engoliu um gole de água e, ao reposicionar o copo na mesa, fixou o olhar em mim. Aquele olhar sempre parecia intensamente carregado. — Não era ameaçador — era pesado, parecia penetrar além da superfície. Então, finalmente, pronunciou: — Eu desejo que você entenda algo, Opal. — Sua voz não era severa, mas emanava firmeza, controle e precisão. — Aqui, você está recebendo uma oportunidade. Meu coração pulsou intensamente, mas permaneci imóve
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