“O MUNDO QUE NÃO ERA MEU”
OPAL
Me arrumei devagar naquela manhã, com mãos trêmulas que insistiam em denunciar o turbilhão que eu tentava esconder. —O espelho refletia um rosto que parecia cansado demais para uma garota de dezenove anos, e eu só conseguia pensar que, de repente, minha vida estava indo rápido demais… e sem me pedir permissão.
Dobrei a carta de demissão três vezes, como se cada dobra fosse um suspiro que eu precisava conter, e a coloquei dentro da bolsa. — O motorista me agu