A dissolução era diferente da inversão em tudo.Inversão era redirecionar — guiar a energia de volta sobre si mesma, dobrar o campo sem quebrar. Dissolução era desconstruir: ir até a estrutura mais funda do que o Coletor era, até onde a matéria se torna energia e a energia se torna vazio, e desfazê-la de dentro para fora, camada por camada. Precisava de um tipo de concentração que deixava o mundo inteiro de fora — só eu, Soren e o vazio entre nós.Soren sabia o que eu estava tentando fazer.Por isso atacava em ondas constantes — não para me destruir, mas para quebrar o fio fino que mantinha minha mente ancorada no trabalho. Cada onda eu bloqueava, mas cada bloqueio custava: o suor rolava pelo meu rosto, as mãos tremiam, e eu sentia a força de dentro para fora se esvaíndo pouco a pouco.Ao redor de nós, a floresta era um som de guerra em múltiplos pontos. O uivar distante dos lobos contra os ecos, o som seco dos golpes dos Valecliff contra Soren nos flancos, e Kai — sempre Kai, presente
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