68. BEM-VINDA À CASA, SENHORA MINETTI
Mas já ela, Luci, se afasta em direção ao lago, me deixando sentada em uma poltrona na varanda, olhando ao longe a casa do senhor Minetti, e até parece que o vejo na varanda do nosso quarto, olhando para cá. Fecho meus olhos, deixando que o sol me aqueça; realmente é agradável. O ar se sente tão limpo, ouço o canto dos pássaros, o barulho e as vozes de todos enquanto arrumam a casa ao gosto de mamãe. Sua voz soa alegre e feliz. Sinto-me tão cansada e, ao mesmo tempo, aliviada. Pelo menos, mamãe e Luci estarão seguras aqui nesta casa. E é verdade o que Luci diz: quando tiver aquelas crises, em que sua pele se enche de manchas, não precisará ficar escondida no quarto. Poderá continuar saindo por aqui sem que as pessoas a observem e se afastem, assustadas e com cara de nojo. Talvez, afinal de contas, Lilian, não
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