KIEZA JONESTodos os anos, minha família comemorava o Dia de Ação de Graças com um toque japonês, apreciava o facto da minha mãe ter mantido algumas tradições do meu pai. O pato assado ocupava o centro, laqueado com um brilho âmbar, a pele estalando levemente sob a faca. Ao redor, tigelas de arroz branco fumegante, missoshiro delicado salpicado de cebolinha, bolinhos de massa perfeitamente dobrados, alinhados como pequenas esculturas comestíveis. Havia também peixe grelhado, simples, quase austero, e legumes salteados em shoyu e gengibre, cujo aroma quente preenchia a sala antes mesmo de nos sentarmos. Em termos de comida, este ano foi o mesmo, mas Kai esse ano decidiu passar com os pais de Rue, embora ele estivesse visivelmente desconfortável com a ideia de me deixar sozinha com mamãe, até me chamaram para ir com eles, mas talvez seja a hora de eles terem essas datas comemorativas sozinhos. Contudo, o jantar tinha sido duas horas de silêncio e constrangimento, tal como eu imaginei.
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