KIEZA JONESSe eu tivesse que descrever Roman Mikhailov, várias palavras me ocorreriam. Frio. Lindo. Impiedoso. Gênio.Paciente não era uma delas.Nem de longe.Provavelmente não entraria nem entre as mil primeiras.Mas, nas últimas semanas, tive que admitir que talvez tivesse que aumentar a lista, porque ele não tinha sido nada além de paciente enquanto me guiava por uma sequência quase científica de exercícios de visualização, respiração e dessensibilização gradual, tudo com o objetivo de me preparar para lidar, pela primeira vez de verdade, com alturas.Se você tivesse me dito há dois meses que eu estaria visualizando e meditando com Roman Mikhailov, eu teria rido pra caramba. A realidade, no entanto, tinha um senso de humor peculiar. E, surpreendentemente, funcionava.Eu me visualizava em lugares altos, mas seguros. Primeiro, situações controladas: ficar em pé numa escada baixa, depois em um mezanino, depois perto de uma janela em um andar alto. Sempre ancorada na respira
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