Evelyn Os dias passaram devagar, mas de um jeito diferente. Não era mais o tempo pesado do medo, e sim um tempo silencioso, quase cauteloso. Eu me sentia melhor fisicamente, os pulsos já não doíam como antes, o corpo respondia, e a cabeça finalmente conseguia se concentrar em algo que não fosse lembrança ruim. Passei as manhãs e as tardes estudando, espalhando livros e anotações pela mesa do quarto, tentando recuperar o ritmo da universidade. As meninas foram incríveis, mandaram resumos, áudios explicando matérias, fotos de quadros e exercícios resolvidos. Eu me agarrava àquilo como uma promessa de normalidade. Dante, por outro lado, parecia cada vez mais distante. Saía cedo, voltava tarde, sempre com o olhar carregado, o celular vibrando, a mente longe. À noite, quando deitava ao meu lado, ficava quieto demais. Eu sentia que algo estava acontecendo, mas não fazia ideia do quê, e isso me deixava inquieta, de um jeito que às vezes eu perguntava se estava tudo bem. Ele sem
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