ANGELINE HARRINGTONNikolai tentou se aproximar, mas recuei.— Me deixa em paz — sussurrei, a voz falhando. — Vá embora, Nikolai. Saia da minha vida de vez. Não entendo, por quê você estava aqui? O que veio fazer aqui? Me humilhar? Dar seu showzinho?— Angeline, eu…Não deixei ele falar. Continuei, a raiva e a mágoa transbordando.— Eu esperava tudo de você, Nikolai Volkov, menos uma demonstração de ciúmes tão idiota quanto essa.Virei-me, dando as costas a ele, e comecei a andar em direção ao carro.— Angeline, por favor, me ouça — ele pediu, a voz carregada de desespero.— Agora não, Nikolai. Eu quero ir para casa. Preciso ver meus filhos.— Eu levo você.— Não quero que me leve! Quero ir no meu carro, com meu motorista, sozinha!Respondi com raiva, segurando a maçaneta do carro, mas antes que eu pudesse abrir a porta, Nikolai me alcançou.— Não — ele disse, e sua voz era firme, mas não agressiva. — Você não vai sozinha. Não depois de eu ter visto aquele homem te tocando.— Deixa de
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