O telefone tocou enquanto Angeline e Dante ainda estavam à mesa do café da manhã.Era Glauco Bergamo.O tom era caloroso, quase festivo. Um convite para jantar em sua casa, em Sorrento. Estariam presentes também Laerte, irmão de Glauco, e Paolo, seu braço direito, um amigo — leal, discreto, eficiente. Paolo era para Glauco o que Luigi era para Dante:Depois do café, arrumaram uma pequena mala. Nada excessivo. Apenas o necessário.Pegaram a balsa.Angeline ficou na parte externa, olhando o mar. Fez uma trança despretensiosa, colocou o chapéu e o segurava com uma das mãos enquanto o vento brincava com o tecido leve do vestido.Dante a observava.Havia algo quase irreal na cena.Ela parecia uma pintura viva — luz, vento e mar compondo o quadro.Ele não se cansava de olhar.Em terra firme, alugou um carro. Quando entraram na estrada da Costa Amalfitana, ele baixou a capota. O vento entrou livre, trazendo o cheiro do mar misturado ao perfume das flores da primavera.— Meu Deus, como é lind
Leer más