Angeline, a princípio, ainda estava com a mente presa à empresa. Perguntava por relatórios, queria saber das reuniões, imaginava Luigi sobrecarregado.Mas então viu Capri.O azul impossível do mar, as casas claras recortando os penhascos, o perfume dos limoeiros no ar.Ela ficou imóvel por alguns segundos na varanda; o vento gentil brincava com seus cabelos.— Bem… — disse, finalmente, com um sorriso que iluminou o rosto. — Acho que podemos tirar uns dias de férias. Afinal, nos casamos e nem tivemos lua de mel.Dante aproximou-se por trás, envolvendo-a pela cintura. Apoiou o queixo no ombro dela.— Está reclamando que não teve lua de mel? — murmurou perto do ouvido dela. — Posso resolver isso agora mesmo.Ele roçou os lábios no pescoço dela, arrancando-lhe um arrepio imediato.Angeline virou-se, passou os braços ao redor do pescoço dele. Havia leveza no gesto, mas também desejo contido. Naquele dia, enquanto era perseguida e viu os faróis sobre si, pensou no filho, pensou em Dante, ac
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