Angeline desligou o telefone ainda no jardim e se sentou em uma das espreguiçadeiras. O lago de Como reluzia logo adiante, espelhado, quase imóvel.A brisa suave atravessava seus cabelos e a envolvia numa sensação boa, completa, algo que ela nunca havia sentido daquela forma, como se tudo estivesse, enfim, no lugar certo.Mas sabia que não era bem assim.Seu pai não ficaria feliz ao descobrir que fora ela quem comprara as ações. Ou, no mínimo, ficaria feliz apenas na doce ilusão de que elas lhe seriam devolvidas.Dentro da casa, Luigi estava na sala quando recebeu a ligação de Dante, avisando que já estava a caminho e perguntando, com cuidado, como Angeline havia reagido.Dante a conhecia bem o suficiente para temer que, mesmo sem intenção, pudesse tê-la pressionado. Se fosse o caso, ele deixaria Rubens passar, desde que Angeline pedisse, mesmo assim ele se certificaria que ele não voltaria a incomodá-la.Após desligar, Luigi percorreu o longo corredor. A casa estava silenciosa.De r
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