A casa em Como ficava à beira do lago, cravada na encosta. A grama verde contrastava com o azul-anil do céu e o azul celeste da água.— Meu Deus… o Dante é maluco. Murmurou Angeline, quase sem fôlego.— Não! Ele é o máximo! Disse Agnes, já abrindo a porta do carro. — Que lugar lindo!Ela desceu animada e caminhou pelo gramado de braços abertos, olhos fechados, o rosto erguido para o sol, como se pudesse absorver tudo de uma vez.Luigi a observou por um instante, em silêncio.Angeline desceu com mais cautela.Seguiu pela calçada de pedras claras, olhou o horizonte e, inevitavelmente, lembrou-se do café que tomara com Dante à beira do lago a primavera florida, a brisa leve, o cheiro das flores no ar.Luigi retirou as malas do porta-malas e as levou para dentro.Angeline atravessou a porta de madeira azul. A casa, de tijolos cerâmicos naturais, era ampla e arejada. A brisa do lago atravessava os cômodos, fazia dançar as cortinas claras, longas, do teto ao chão. Móveis rústicos conviviam
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