O aeroporto sempre fora para mim apenas um lugar de passagem. Um ponto entre contratos, reuniões e negociações internacionais. Eu nunca havia parado para notar a pressa nos passos, a mistura de línguas, o brilho das malas reluzindo sob a luz artificial. Tudo isso sempre me pareceu banal. Até agora.Porque naquele instante, nada mais importava.Ela estava ali.Isabella.De início, pensei que fosse apenas mais uma miragem cruel da minha mente cansada, mais uma vez em que meus olhos buscavam inconscientemente por uma silhueta que eu jurei esquecer. Mas não. Ela estava diante de mim, real, palpável. Os cabelos castanhos escuros caíam em ondas sobre os ombros, a pele clara carregava uma beleza suave, e o corpo… o corpo era o mesmo que eu já conhecia, mas mais forte, mais ereto, como se tivesse aprendido a se sustentar sozinha.Meus olhos a devoraram em silêncio.Foi quando ouvi.— Mamãe!A palavra soou alta, clara, inocente, mas dentro de mim explodiu como dinamite. Virei o rosto, e o mund
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