Capítulo 12

O silêncio do escritório parecia engolir o ar. A caneta ainda pesava em minha mão, fria como uma lâmina, e o papel diante de mim exigia um fim que eu não estava pronta para aceitar. O coração batia descompassado, as mãos tremiam, e ainda assim, eu sabia que não havia escolha. Gabriel esperava, impassível, como um juiz que já ditou a sentença antes mesmo de ouvir a defesa.

Levantei os olhos uma última vez. Olhei nos olhos que eu tanto amei.

Que amo.

Ele estava lá, de braços cruzados, olhos verde
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