O silêncio do escritório parecia engolir o ar. A caneta ainda pesava em minha mão, fria como uma lâmina, e o papel diante de mim exigia um fim que eu não estava pronta para aceitar. O coração batia descompassado, as mãos tremiam, e ainda assim, eu sabia que não havia escolha. Gabriel esperava, impassível, como um juiz que já ditou a sentença antes mesmo de ouvir a defesa.
Levantei os olhos uma última vez. Olhei nos olhos que eu tanto amei.
Que amo.
Ele estava lá, de braços cruzados, olhos verde