Gustavo voltou para o escritório com a mente ainda girando em alta velocidade. Os relatórios, os prazos, o sistema fora do ar, o espião, as campanhas perdidas, as fórmulas roubadas, tudo se misturava em uma névoa densa que parecia apertar cada vez mais seus pensamentos como um torniquete em sua têmpora.A dor de cabeça, sua companheira constante, latejava ali, insistente, como se quisesse lembrá-lo do peso que ele carregava.Ele nem bem sentou na cadeira quando a porta se abriu novamente.Henrique entrou sem bater, como sempre fazia. O sorriso habitual estava ausente. No lugar, uma expressão de irritação mal contida, os lábios apertados, as sobrancelhas franzidas.- Você está pressionando demais os funcionários - disse Henrique, fechando a porta atrás de si com um clique seco. - Esse clima de caça às bruxas não é nada bom. As pessoas estão nervosas. Com medo. Isso afeta a produtividade.Gustavo não se deu ao trabalho de se levantar. Permaneceu na cadeira, os olhos fixos no irmão, aval
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