POV AmaraDepois, tudo desacelera.Não existe pressa, não existe barulho além da respiração dele se acalmando aos poucos, pesada, quente, batendo no mesmo ritmo da minha. O quarto fica suspenso num silêncio macio, desses que não constrangem, acolhem.Eu me ajeito contra ele, ainda meio trêmula, sentindo o braço dele me envolver com cuidado, como se eu fosse algo frágil e precioso ao mesmo tempo. A mão dele desliza pelas minhas costas num carinho lento, quase distraído, desses que não pedem nada em troca. Só ficam.A testa dele encosta na minha têmpora. O cheiro dele mistura sabonete, uísque distante e algo que é só Killian, familiar demais para ser perigoso, intenso demais para ser seguro. Meu corpo reconhece antes da cabeça. Sempre reconheceu.— Dorme — ele murmura, a voz baixa, cansada, real.Eu sorrio no escuro. Não respondo. Só fecho os olhos.Sinto o peso bom do corpo dele relaxando de vez, o aperto do abraço ficando mais solto quando o sono começa a vencer. A respiração se torna
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