Brandon— Helena Montenegro — apresentei, com naturalidade. — Essa é Yana Berllard.O sobrenome fez o que sempre fazia. Vi o reconhecimento nos olhos de Yana, o entendimento imediato de que não se tratava apenas de uma mulher bonita, mas de alguém carregado de história, poder e influência. Helena sorriu com discrição, como se aquilo fosse irrelevante, e não fez menção alguma de se afastar. Pelo contrário, manteve-se próxima demais, confortável demais, claramente satisfeita com a reação que provocava.— É um prazer conhecê-la, querida — disse ela.Yana sorriu, educada, ainda um pouco perdida.— O prazer é meu. Vocês se conhecem há muito tempo?Helena inclinou a cabeça na minha direção, com um sorriso lento.— Alguns longos anos, não é, querido?Assenti, sorrindo também.— Conheci Helena em uma reunião, anos atrás. Eu era advogado do pai dela — expliquei, pousando a mão nas costas de Yana, mais para ancorá-la do que para reivindicá-la.Foi então que Augusto chegou. Reconheci o gesto ant
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