ELIZABETH WINTER O cheiro dele era inebriante. Estar nos braços de Alex, no meio do jardim da minha família, cercada por todas as pessoas que conhecíamos, era a sensação mais aterrorizante e excitante da minha vida. Ele me conduzia com facilidade, nossos corpos se movendo em sincronia perfeita, resultado de muitas "aulas de dança" improvisadas na sala do apartamento dele de madrugada. — Você está tensa — ele sussurrou perto do meu ouvido, o hálito quente me causou arrepios. — Tem muitas pessoas aqui, Alex. E meu pai está olhando. — Seu pai está ocupado discutindo charutos com os amigos. E se ele olhar, vai ver apenas dois amigos dançando. — Amigos não dançam assim. — apertei levemente o ombro dele. — Talvez sejamos amigos muito bons. — Ele sorriu, girando-me devagar. O mundo girou, as luzes, as flores, os rostos, e a única constante era ele. O olhar castanho fixo no meu. Senti meu coração derreter um pouco mais, se é que isso era possível. — Eu te amo. — sussurrei, a
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