Isabela O endereço era um galpão abandonado na zona industrial da cidade, cercado por ferrugem, mato alto e o eco do perigo, totalmente isolado, longe de monitoramento, propício a qualquer tipo de perigo. Ela foi sozinha, como mandava a mensagem. Mas Valentina e Leonardo sabiam onde ela estava — e estavam prontos para agir, caso fosse necessário. Isabela não era mais uma garota assustada. Era uma mulher com sede de respostas. E naquele momento, a única coisa que importava era descobrir o que sua mãe havia escondido por tanto tempo. Ao entrar, viu uma única figura à sombra, encapuzada, encostada em um contêiner de metal. — Você é corajosa em vir sozinha — disse a voz masculina, arrastada, mas firme. — Eu vim por respostas. Só isso. Ele tirou o capuz. Era um homem de cerca de 50 anos, cabelos grisalhos, rosto marcado pelo tempo — e pelos erros. — Eu me chamo Dário. Trabalhei com Helena… até o fim. Isabela não respondeu. Apenas esperou. Dário tirou uma pasta envelhecida de
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