Isabela O carro parou em frente a uma construção velha, de aparência esquecida. Parecia um galpão abandonado, mas os sensores de movimento e as câmeras discretas revelavam outra coisa. Ali dentro, havia segredos. Memórias trancadas a sete chaves. E um homem que todos achavam morto. Isabela desceu, os joelhos rígidos, os ombros tensos. Leonardo e Valentina vieram logo atrás, atentos a cada som, cada passo. Não era só mais uma visita. Era o tipo de encontro que mudava tudo. A porta do galpão abriu com um rangido. Do outro lado, um homem alto, de cabelos grisalhos, surgiu da sombra. Ele usava roupas simples, mas seu porte e olhar transmitiam autoridade. Um tipo de poder que não precisava ser anunciado. — Isabela — disse ele, com a voz grave, marcada pelo tempo. Ela parou, tentando absorver o momento. Era como ver uma lenda sair das cinzas. — Antônio Mendes? — perguntou, mesmo já sabendo a resposta. Ele assentiu. — Sou eu. E há muito tempo espero por esse encontro. Antô
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