Voltei ao quarto aos prantos. Mal havia conhecido minha avó, e já a tinham levado antes que pudesse me contar qualquer coisa. A pobre senhora, que nem mesmo me contou seu nome, vivia apenas como um instrumento do rei. Mais uma vez, descontei a raiva nos travesseiros e almofadas. Dessa vez, arremessando todos contra a parede. Para o meu azar, Zaryn estava no canto do quarto, perto da porta. Não o havia visto antes, então ele presenciou meu desabafo. Para minha surpresa, ele não disse nada, apenas se aproximou devagar. Os passos eram cautelosos e hesitantes. Ao me encarar por alguns segundos, o silêncio pairando entre nós, ele me abraçou. Um abraço hesitante, mas ainda um abraço. Permanecemos assim por alguns instantes, até que finalmente me permiti chorar. As lágrimas escorriam tão quentes quanto meu ódio. Às vezes, só é difícil aceitar a vida como ela é.— Você deveria sentir raiva de mim… — consegui dizer, engolindo os soluços.Ele se afastou, e a sensação de senti-lo fora do meu al
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