Olhei pela fresta da porta e reparei que havia dois guardas à frente. Além disso, Kai não estava comigo. Segundo o rei, nenhum homem podia ficar mais em meus aposentos, mesmo sendo uma criança. Deitei na cama macia, passando os dedos entre os lençóis de veludo vermelho. Admirei o teto com uma linda pintura; eram fadas servindo o bisavô do rei. Uma possuía cabelos negros longos, que se estendiam até os joelhos; a outra exibia fios avermelhados, na altura da cintura. Embora as fadas tivessem a altura de um humano baixo, eram mais franzinas. Essas não fugiam à regra, ambas eram baixinhas e magras. Elas voavam, carregando doces e frutas na direção dele.Respirei bem fundo e fechei os olhos. Por mais que eu odiasse admitir, por alguma razão caiu no meu colo a chance de tentar mudar a realidade dos dominados. Nunca me achei especial, muito menos escolhida para algo, mas, na verdade, ninguém é. Todo mundo é extraordinário e medíocre ao mesmo tempo, em áreas diferentes. Acredito que só tive a
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