A professora na tela movia as mãos com uma fluidez que eu achava impossível imitar. Eu já tinha tido dez aulas virtuais e sentia que m*al havia progredido. "Obrigada", "por favor", "bom dia" e algumas frases básicas eram tudo o que eu havia conseguido dominar até então. Era frustrante. Eu, Magnus Corleone, acostumado a conquistar tudo o que me propunha, me sentia como uma criança desajeitada tentando aprender a andar.— Vamos repetir mais uma vez, Sr. Corleone. Disse a professora com uma paciência que começava a me irritar. — Lembre-se, os movimentos devem ser precisos, mas naturais.Imitei o seu gesto, tentando ignorar o cansaço que sentia. Por que eu estava me esforçando tanto? A resposta me incomodou: a imagem de Verena, os seus olhos marejados, as suas mãos se movendo freneticamente, tentando se comunicar comigo, não me saía da cabeça. Não era remorso, eu dizia a mim mesmo. Era praticidade. Eu precisava entendê-la para controlá-la melhor.Um movimento na porta quebrou a minha conc
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