O cemitério tinha aquela qualidade específica de manhãs de setembro — o verão ainda presente no calor, mas o outono já chegando pelas bordas, as folhas das árvores com aquele primeiro toque de âmbar que era simultaneamente fim e começo.Helena havia acordado cedo, como havia feito nos últimos dias, com aquela antecipação que não era ansiedade, mas era adjacente a ela — a consciência de que algo importante estava prestes a acontecer e que o corpo registrava antes que a mente encontrasse palavras para nomear.Havia feito café, havia ficado na cozinha em silêncio por um tempo, havia ouvido a casa acordar ao redor — Theo descendo com o barulho característico de menino de onze anos que não conhece o conceito de volume moderado, Adrian no banheiro, e Luna, quarto fechado, que havia acordado mais cedo do que o normal para uma manhã de sábado, mas que havia ficado lá dentro, como se ela também soubesse que o dia tinha uma qualidade diferente.Maxwell havia chegado às nove, pontual como sempre
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