Do lado de fora, o ar era outro. A neve caía mais forte, o vento cortava o rosto, e o calor do castelo foi deixado para trás. Alarë tropeçou várias vezes, a mente falhando cada vez mais. Sensações e imagens desconexas se misturavam. E então… algo começou a perturbá-la. Ela levou a mão à cabeça. — Dói... por que dói tanto? Elarim a segurou com mais firmeza, ignorando suas reclamações. — Estamos quase lá. Ande. — O que você fez comigo? — a voz saiu quebrada. Mas Elarim não se importou, apenas continuou andando. Atrás do castelo a floresta começou a aparecer ao longe. As árvores altas, cobertas de neve, formavam uma linha escura contra o branco do inverno. E a cada passo em direção a elas, algo em Alarë se desfazia mais rápido. O mundo deixava de ser claro, os sons ficavam distantes, e os pensamentos… perigosamente soltos. Quando chegaram perto da borda da floresta, Alarë já não sabia exatamente onde estava, ou o que deveria fazer. Só sentia frio e um vazio estranho cre
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