Alarë estava exausta. Por mais que tivesse dormido por muito tempo, ainda sentia o corpo dolorido e cansado. Depois de tomar o remédio que o jovem guerreiro lhe entregara, sentou-se, acomodando as costas na cabeceira da cama, enquanto esperava que ele falasse. Os olhos do jarl estavam sobre ela, não apenas atentos, mas insistentes. Não era simples curiosidade. Havia ali uma tentativa de atravessar aquilo que ela mesma não compreendia por inteiro. Ele queria respostas. Queria ordem onde só havia desordem e, talvez, controle. Mas, no fundo, ele temia questioná-la. — Pode começar — disse ela, por fim, poupando-o do esforço de encontrar as palavras certas. Tharok assentiu, embora não parecesse pronto. Havia pensado naquilo, sem dúvida, mas pensar não tornava mais fácil dizer. — Certo… Hesitou. As perguntas que lhe vinham à mente eram diretas demais, duras demais. Ainda assim, não encontrou outro caminho. — Como começa? Não disse “loucura” daquela vez, mas a palavra estava
Leer más