Naquela mesma noite, Alarë tentou abrir os olhos; contudo, havia algo que pesava sobre eles, uma pressão incômoda, semelhante a uma pedra enterrada na própria carne, impedindo-a de despertar. O ar entrou em seus pulmões de maneira irregular enquanto ela lutava contra a dor terrível que lhe esmagava a cabeça. Parecia que alguém havia partido seu crânio ao meio e deixado as rachaduras expostas ao frio. Debateu-se, tentando escapar daquilo que a prendia. Um grito rompeu-lhe a garganta quando o ar começou a faltar. Ela queria fugir, mas, ao mesmo tempo, tentava manter algum resto de calma, porque sabia o que vinha depois. Sabia que, cedo ou tarde, perderia a consciência outra vez e toda aquela agonia acabaria. Era sempre assim. Primeiro a dor, depois o vazio. Alarë rangeu os dentes e agarrou alguma coisa ao seu alcance, embora tudo parecesse distante, escorregando por entre seus dedos. Outro grito escapou-lhe, mais alto que o primeiro. Sentiu a garganta arder violentamente. Pelos deu
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