112. PONTO FINAL
PAOLA BACKERRecomposta, peguei meu carro e fui para casa. O caminho inteiro olhando pelos retrovisores para ver se estava sendo seguida.Entrei no meu prédio estudando todos os ângulos, me sentia vigiada, e se ele estivesse aqui? Parecia até outra pessoa, eu não o conhecia mais.Passei o restante do dia trancada em casa, bebendo um pouco de vinho velho da geladeira e passando canal a canal na tv. Peguei o celular muitas vezes, encarando o cartão e a flor sob a mesa. Mas não cedi a tentação, não liguei. Peguei a flor e o papel, os amassei e joguei no lixo. Os dias seguintes foram assim: passava o tempo todo em casa, às vezes ia ver a Mónica. Mas sozinha, à noite, os sonhos vinham me perturbar, quase sempre envolviam o John. E toda vez que a campainha do meu apartamento tocava, o coração acelerava pensando ser ele, mas não, era apenas um garoto e as vezes uma garota de uma floricultura que bate na minha porta todos os dias, as vezes duas vezes no mesmo dia!Sim, o John mandava flor
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