Patrícia lutou desesperadamente, embora aquele homem a conhecesse muito bem. Como uma serpente imobilizada, ela se sentia profundamente frustrada.Tinha chegado tão longe, estava tão perto de entrar na Preto X, tão perto de se libertar de Teófilo.- Não! Eu não quero perder minha memória. Teófilo, não me obrigue a te odiar. O antídoto? Deve existir um, certo?Patrícia agarrou a gola da camisa de Teófilo, mas o homem, com o rosto manchado de sangue, sorriu de maneira obsessiva.- Paty, nunca pensei em voltar atrás. Não há antídoto neste mundo.Desolada, Patrícia caiu sentada no chão, observando as feridas em suas palmas.Somente ela sabia o quanto foi difícil chegar até ali, suportando tanta dor, quase morrendo várias vezes.As memórias dolorosas do passado sempre a sustentaram, a ajudando a sobreviver.Ela se tornou mais forte, não mais frágil, mais corajosa, mais destemida.Havia quebrado as correntes que a prendiam, mas Teófilo queria fazê-la regressar à pessoa que ela era antes.Pat
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