MILENA CHRISTIAN— E irresistível, vai se acostumar.— Você é...Levantei a mão, sem pensar. Não para bater nele — embora o desejo fosse real —, mas para empurrá-lo para fora do meu escritório e, se possível, da minha vida.— Se você disser mais uma palavra, eu juro que...— O quê? Vai me bater? Vai esquecer que, de agora em diante, o mundo todo vai pensar que esse bebé é meu? — A mão caiu. Literalmente. Pousei-a sobre a barriga, o rosto dele suavizou, por um segundo. Só por um. — Você aceitou o contrato, Milena, confidencialidade, cláusula penal, proibição de amantes, e agora, representação pública do casamento.— Você me chantageou!— Eu te ofereci uma solução, somos dois adultos, você tinha opção. — O silêncio que se seguiu era grosso, quase podia se mastigar.— Então está decidido — sussurrei, mais para mim que para ele. — Você vai comigo, pelos vistos, e vai fingir que está feliz, vai sorrir e posar, e depois, quando tudo isso acabar, vai sair da minha vida.— Talvez. Mas até lá..
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