EDWARD PORTMAN
— É esta — disse, sem precisar acrescentar mais nada.
— Então, o que você pretende fazer? Essa casa não tem aquele brilho de ostentação que adora quando está em Nova Iorque — Norman seguiu-me, de braços cruzados, avaliando.
— Brilho falso cansa, meu amigo Norman, além do mais, você não entende que é muito fácil ver nas nuances de uma mentira. Olha bem, essa casa parece ter histórias para contar, excelente para uma criança criar memória, para um casal começar a vida a dois, ou seja