EDWARD PORTMANQUATRO SEMANAS ATRÁS. DIA DO JANTARNunca fui o tipo de homem que acredita em coincidências, para mim, tudo se trata de escolhas, e das suas consequências. Quase atropelar uma mulher na porta do meu escritório, por exemplo, foi uma consequência clara de uma escolha: olhar para o celular ao invés da frente, mas revê-la dias depois, sentada no meu jantar em família, rindo com a minha irmã como se fossem irmãs de berço? Isso... isso, sim, foi um golpe baixo do destino.Milena Christian, hum.A arquiteta mais absurdamente vestida que eu já vi.Os seus trajes desafiam qualquer convenção estética, como se tivesse passado por uma briga entre um armário dos anos 70 e um circo decadente, e ainda assim... ainda assim, não consegui tirar os olhos dela.Ela é ruiva. Não uma ruiva comum, daquelas de comercial de xampu, não, não, não. O seu cabelo é de um acobreado escuro, quase queimado pelo sol. Selvagem. Como se a natureza tivesse exagerado na dosagem e pensado: "Sim, essa vai ser
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