Traída

TraídaPT

Priscilla Tôrres  Em andamento
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Resumo
Índice

Como seguir a vida depois de ser traída em um relacionamento de 12 anos? Com uma mudança de paradigma. Maior do que ela esperava. Traída é um livro e fascículos que narra a história de uma mulher chamada Melissa, que mora em Manhattan e teve um relacionamento duradouro de 12 anos que chegou ao fim. Seis meses depois, ela ainda não conseguia se recuperar, mesmo fazendo terapia para voltar a confiar nas pessoas, pois achava que tudo era traição. Melissa virou uma alcoólatra até que seu chefe, Kernel, lhe mostrou um mundo de novas possibilidades, onde ela não ia se machucar e era tudo consentido. O mundo do relacionamento aberto. Como Melissa vai lidar com isso?

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18 chapters
Traição
- Sempre fui uma menina normal. Quer dizer, quando eu era mais nova eu gostava de brincar de barbie. Nessas histórias de barbie eu sempre tinha um namorado, noivo ou marido, o Ken. Ele sempre foi um gentleman. Carinhoso, amoroso, fiel. Fiel... É. Fiel... Fiel de verdade – disse Melissa, deitada no divã, com os longos cabelos cor de ouro espalhados por todo ele. – A vida era fácil. Era uma eterna lua de mel. Mas tem uma hora que a história muda. A eterna lua de mel acaba. Eu tinha mil barbies. E, hora ou outra, uma delas se casava com outro Ken para ter outra eterna lua de mel, até que perdia a graça...- E você acha que isso pode ser aplicado a você? Digo, hoje em dia... – disse a psicóloga.- Não. Quer dizer, acho que talvez. Ou não? – pensou em voz alta. – Quem sabe...- Só você saberá.
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Mel ou Fel? A Vingança
Aquela manhã foi um típico exemplo de que, quando dormimos, nos desligamos completamente de qualquer coisa. Do que somos, do que comemos e de quem comemos.Senti meu corpo desconfortável como se eu estivesse com a cabeça deitada em cima de um tijolo duro e malfeito. Ao abrir os olhos claros, vi o teto branco da sala, rebaixado, com a luz acesa. Como diabos esqueci a bendita luz acesa na hora de dormir? Pelo menos as lâmpadas de LED não geram tanto impacto na conta de luz, que nem aquele dia que deixei a geladeira aberta por acidente. Ela queimou e, além da conta cara, ainda por cima tive que comprar uma geladeira nova. Afinal... Por que acordei na sala?Foi quando senti um peso esquisito sobre minhas pernas. Me assustei, dei um giro, praticamente pulei no chão, cravando as unhas no carpete vermelho que nem um gato arisco. Meu chefe estava dormindo em cima de mim. Meu chefe estava dormindo em cima de mi
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Níveis de verdade
Kernel abriu a porta, pegou a caixa das coisas de Patrick e cumprimentou o amigo.- E aí, fera? – disse Kernel, mas não houve resposta do amigo.Patrick, com os olhos verdes e cabelo castanho, que estava de terno e muito bem alinhado, perdeu o controle ao ver, de passagem, o que estava acontecendo no sofá do amigo e empurrou Kernel para o lado.- Está fazendo uma festinha? – disse, mas, para seu pavor, entrou na casa e terminou de olhar o que estava vendo pela metade através da porta, dando de cara com a cena de Kate lambendo os seios de Melissa.- Que merda é essa!? – gritou Patrick, e as duas garotas se assustaram, olhando para ele. No susto, Kate pulou para o canto oposto do sofá.Os olhos verdes de Patrick encontraram os azuis de Melissa e ela não pôde esconder um leve sorriso triunfal.- O que está acontecendo aqui? – perguntou Patrick, arfando
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Descobertas
Melissa estava começando a ficar bastante nervosa. Seus pés num Prada batiam freneticamente no chão, seus braços estavam cruzados demonstrando impaciência e seus lábios vermelhos franzidos. Já fazia uma semana que ela e Kernel não conversavam nada além do estritamente essencial para o andamento do trabalho na agência. E o que estava acontecendo agora definitivamente não tinha nada a ver com a agência, mesmo que Kernel tivesse insistido que a presença dela era muito importante nessa visita ao orfanato.Era uma sexta-feira muito bonita, com o céu azul e clima ameno. O sol batia nos cabelos dourados de Melissa e os iluminava mais ainda. Impaciente, ela girou os olhos azuis sob os óculos de sol quando mirou o Mercedes virando a esquina, dirigido pelo próprio Kernel. Ele estacionou o carro em frente ao orfanato, bem em frente onde Melissa o aguardava, de pé.A
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O jogo de basquete
Era difícil acreditar naquilo. Os pensamentos de Melissa estavam presos no que acabara de se revelar para ela sobre o passado do Sr. Kernel. Melissa estava cuidando das crianças no jogo como se estivesse no piloto automático: comprava pipocas, refrigerantes, fazia fila indiana com as crianças, conferia toda hora se alguma não estava perdida. Tudo acontecia no automático. Ela não conseguia parar de pensar no momento em que pegou a ficha de cadastro de Kernel no orfanato. Ela não conseguia acreditar que ele tinha sido uma criança que morou em um orfanato. E era incrível, porque uma criança, quando cresce, geralmente não tem tanto sucesso quando Kernel tinha. Tanto dinheiro quanto Kernel tinha. Era algo exemplar. Possivelmente todas aquelas crianças sabiam daquele segredo que Melissa havia acabado de descobrir. E elas sabiam muito mais profundamente do que Melissa, que nem conseguia se imaginar sem conhecer seus pais. Depois, ela pensou, será que Kernel conheceu os pais? Várias
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O Convite
Algo dentro de Melissa começou a queimar por entre suas pernas e ela ficou com muito tesão olhando Kernel vestido tão casualmente com aquela roupa de time de basquete. Era bem diferente vê-lo fora de um terno, por isso ela ficou atraída e ela sentiu a mesma coisa quando ele saiu do carro naquela manhã, porém ela não se permitiu aproveitar aquela visão por estar tão cega pelo ódio. Não se permitia sentar na arquibancada do estádio e apenas observar aquele homem que lhe tirava o ar quando se aproximava.Melissa simplesmente não conseguia mais respirar direito quando estava próxima dele, sua presença arrancava tudo que ela tinha, tudo que ela era e ela simplesmente esquecia qualquer coisa, ficava nervosa, não sabia onde enfiar as mãos, não sabia se colocar perante a ele. Não sabia nem como poderia olhar pra aqueles olhos novamente. Seus olhar
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Herança Dourada e Amarga
Era um final de semana e Melissa estava cozinhando em seu apartamento. Com os cabelos loiros presos para cima e uma roupa leve e descontraída, descalça, a secretária escutava uma música contagiante, I Follow Rivers The Magician Remix, e dançava enquanto escolhia os ingredientes da refeição. Abria a geladeira, olhava nas gavetas, girava uma colher de pau por entre os dedos, picava e salteava os vegetais na frigideira. As memórias do dia divertido de ontem com as crianças no jogo de basquete e no restaurante traziam aos lábios de Melissa um certo sorriso e à sua essência um certo vigor. Apoiados por sobre o balcão, uma garrafa de vinho tinto encorpado e uma taça Bordeaux regavam o momento de felicidade de Mel. Enquanto dançava e cozinhava, lembrava dos acontecimentos de ontem. Convencidos por Amanda, de repente, estavam Melissa e Kernel dentro de uma piscina de bolinhas enorme, junto com várias crianças pulando em cima deles. Fora engraçado. Toda hora Kernel
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Um Almoço Apetitoso
Melissa percebeu que ela tinha aberto um presente que não era para ela. Desesperada, fechou com força o estojo do colar e tentou consertar a embalagem de papel branco, porém o selo de cera que a lacrava já havia sido rompido. Suas mãos trêmulas encontraram o cartão de visita do embaixador Cartier com intuito de ligar para ele e solicitar uma nova embalagem com um selo novo quando virou-se para pegar o telefone e trombou com o Sr. Kernel, que havia entrado na recepção de repente. Assustada, esbarrou na sacola de presente e empurrou o estojo do colar, que caiu desembalado no chão. Ela olhou desesperada para Kernel e engoliu em seco. Ele ergueu uma sobrancelha.- Melissa, o que aconteceu com o presente da minha esposa? – ele olhou para os lados. – Ela esteve aqui?- N-não senhor Kernel – respondeu Melissa, de supetão -, eu abri achando que era para mim. Já estou lig
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Dois Coelhos numa Cajadada só
Melissa e Mattew nem sequer pediram a comida para viagem: ele pagou a conta e foram depressa para o carro. Mattew enfiou a BMW em um beco mais escuro que podia considerando o sol do meio-dia, mais ou menos embaixo de uma ponte, e Melissa pulou por cima do senhor Murray no banco do motorista. Nunca achara que teria tal habilidade ou que aquela posição poderia ser tão confortável. Tudo em cima, preservativo, mal abriram o necessário da roupa e, em minutos, estavam os dois se esbaldando com toda velocidade na BMW.Passou um tempinho e, se tivessem prestado atenção, teriam visto: um flash de luz. Mais um flash. Teriam ouvido um barulho de câmera fotográfica muito sutil, tirando fotografias em série. Por ser o dono de uma das revistas masculinas mais famosas de Nova York, Mattew era uma pessoa pública frequentemente perseguida por paparazzi, entretanto, por aquele breve momento de total descontrole, n&atil
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Como Conseguir um Aumento
Aquela tarde fora de trabalho intenso e muitas ligações para a diretoria da Kernel Publicidade. Melissa não queria prestar muita atenção no que estava acontecendo no trabalho, o que importava era ignorar os comentários maldosos de seus colegas e receber o embaixador da Cartier para consertar o embrulho que ela havia violado e apor na parte exterior das embalagens os dizeres “De: Adam; Para: Eve”. Após todas as resoluções urgentes com o embrulho da jóia destinada à esposa de Kernel, o embaixador da Maison, sempre trajando um terno muito bem alinhado e luvas impecavelmente brancas, disse: - Senhorita Sanders, pedimos sinceras desculpas por termos esquecido de escrever o nome do destinatário na parte externa do pacote. Espero que agora esteja tudo certo agora. Eis aqui o seu. E este é o outro pedido do senhor Kernel. Para a surpresa de Melissa, o rapaz lhe entregou duas sacolas de papel; uma com a indicação “De: Adam; Para: Mel”; outra com os dizeres “Para noss
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