53. ÉDER
Resolvi ir trabalhar. Não podia — e nem iria — desperdiçar meu tempo dando ouvidos às mentiras de Kênia. Se eu continuasse pensando nela, acabaria enlouquecendo. Precisava ocupar a mente, nem que fosse enterrando-me em pilhas de contratos, reuniões e decisões. O trabalho sempre foi meu refúgio. O único lugar onde eu conseguia silenciar os próprios demônios.
Entrei na empresa com o estresse estampado no rosto. Meu maxilar estava travado, os ombros pesados e a expressão endurecida. Cada passo par