A casa de Helena parecia respirar em um ritmo diferente naquela noite.
As paredes de pedra clara, cobertas por hera e flores lilases, guardavam agora risos, lágrimas e reencontros que pareciam improváveis até poucos dias antes.
Na ampla sala iluminada pela luz dourada do lustre de ferro envelhecido, Aleksandr Romanov estava sentado em uma poltrona próxima à lareira, segurando o neto nos braços como se tivesse recebido o bem mais precioso do mundo.
O bebê, estranhamente tranquilo, fitava o avô c