Aurora sentiu o ar preso nos pulmões.
Durante alguns segundos, ela foi incapaz de se mover.
O pequeno cofre de aço permanecia aberto diante dela.
Dentro, uma caixa de madeira escura, polida pelo tempo.
E, sobre ela, um envelope amarelado com seu nome escrito em uma caligrafia que Aurora reconheceria em qualquer lugar.
A letra de sua mãe.
Delicada.
Elegante.
Cheia de curvas suaves.
Como as anotações deixadas em antigos cadernos de receitas, cartões de aniversário e bilhetes escondidos em sua lan