A madrugada estava silenciosa.
O quarto era iluminado apenas pela luz suave do abajur e pelo reflexo prateado da lua entrando pela varanda.
Aurora dormia profundamente, aninhada ao peito de Adrian.
Uma das mãos dele repousava, como sempre, sobre sua barriga.
Nos últimos dias, aquele gesto se tornara automático.
Instintivo.
Como se Adrian precisasse tocar a filha mesmo enquanto dormia.
Aurora despertou com uma sensação diferente.
Uma pequena pressão.
Um movimento leve.
Quase como o bater de asas