A porta do quarto de Abby Miller nunca precisou de chave. Para Gus, aquele batente de madeira branca sempre fora um portal para a única parte do mundo onde ele não precisava sustentar o peso do sobrenome Beaumont. Mas, ao girar a maçaneta naquela tarde, o ar que o atingiu não era o de costume. Não havia o cheiro de terebintina misturado com brisa marinha. Havia apenas o perfume estagnado da ausência — denso, quase palpável.
Gus entrou e fechou a porta atrás de si, encostando-se nela por um mome