O quarto de Gus estava mergulhado numa penumbra azulada, cortada apenas pelo brilho pálido da lua que atravessava a fresta da cortina. O silêncio era tão espesso que ele conseguia ouvir o tique taque do relógio de pulso sobre a escrivaninha — um som que antes passava despercebido, mas que agora parecia martelar por dentro. Gus estava deitado de barriga para cima, os olhos presos a uma rachadura quase invisível no teto, as mãos entrelaçadas atrás da cabeça.
Havia semanas que não abria as redes s