(Laura narrando)
Nunca pensei que uma porta pudesse causar tanto medo.
Desde a morte do meu pai, eu passava todos os dias diante do escritório dele.
Sempre diminuía o passo.
Olhava para a maçaneta.
Depois seguia em frente.
Era como se, ao abrir aquela porta, eu tivesse que aceitar de uma vez por todas que ele nunca mais voltaria.
Naquela manhã, porém, alguma coisa mudou dentro de mim.
Talvez fosse a conversa com Priscila.
Talvez fosse a saudade.
Ou talvez eu simplesmente não suportasse mais fug