(Laura narrando)
Às vezes eu acordo e, por alguns segundos, esqueço que meu pai morreu.
É estranho.
Meu coração desperta leve, como se aquele pesadelo tivesse acabado.
Então eu olho para a poltrona vazia no canto do quarto.
Para a fotografia dele sobre a cômoda.
E tudo volta.
A dor.
O vazio.
A saudade.
Cada manhã começa da mesma maneira.
E dói exatamente como no primeiro dia.
Depois do café, desci para o jardim.
Era o lugar onde eu mais gostava de ficar quando precisava