ALANA NARRANDO
Hanner parece triste e desanimado hoje. Eu nunca o vi tão nervoso. Ele quebrou um pedaço da parede, parecia muito bravo. Eu havia o deixado sozinho por um tempo, e quando voltei, vi que ele estava na sacada do apartamento, olhando para o lado de fora. Eu fui até ele e me encostei no parapeito, com os cotovelos ali, como ele fazia. A noite estava bem bonita.
— Oi. Quer conversar? — Questionei.
— Não sei o que falar. Só estou tendo um dia difícil. — Ele fechou os olhos e suspirou.