Christopher Salazar
Valentina não desviou os olhos da minha mãe. Pouquíssimas pessoas tinham coragem de enfrentá-la daquela maneira e, para ser sincero, eu nunca havia visto alguém fazer aquilo. Minha mãe conseguia intimidar até as pessoas mais racionais. Durante anos eu mesmo fui vítima das manipulações dela, até aprender, da maneira mais difícil, que uma pessoa narcisista nunca ama de verdade; ela apenas controla. Controlar era o combustível da vida dela. Precisava estar no centro das atençõe