— O carro vai bater! — grito.
Levo os braços instintivamente ao rosto e encolho o corpo no banco, assumindo uma posição patética em forma de bola, como se isso fosse, de alguma maneira, me proteger do impacto iminente. Fecho os olhos e espero pelo pior.
Um segundo… nada.
Dois… três… ainda nada.
Abro os olhos devagar, desconfiada. Vai que o acidente já aconteceu e eu estou sendo uma tola no purgatório, em vez de implorar para subir ao céu. Tudo está branco ao meu redor, mas não há nuvens, tampou