Não sei quanto tempo fiquei sentada ali.
Talvez segundos.
Talvez minutos.
O tempo parecia ter perdido completamente o significado enquanto eu encarava a poça de sangue se espalhando lentamente pelo asfalto molhado diante de mim.
Eu não conseguia parar de olhar.
Os olhos mortos do assassino permaneciam abertos, congelados naquela última expressão de surpresa. Meu cérebro insistia em reviver o instante exato em que a parte de trás da cabeça dele desapareceu.
Então ouvi pneus.
Vários.
O som de mot