— Posso entrar?
A palavra “não” chegou à ponta da minha língua.
Isto é uma péssima ideia, pensei, mesmo enquanto me afastava da porta para deixá-lo passar.
— Veio me libertar? — perguntei, cruzando os braços.
— Não. Só queria conversar.
Lucas entrou devagar, os olhos percorrendo o quarto. Por alguns instantes pareceu distante, perdido em pensamentos que eu não conseguia adivinhar. Então o vi parar diante da fotografia de Anya que eu havia observado mais cedo.
Uma pontada de compaixão surgiu den