Flora Narrando
O jantar foi mais silencioso do que o normal, mas teve um pouco de vida. Por insistência da Luna, o Marcos comeu alguma coisa. Pouco, mas comeu. Ela ficou do lado dele o tempo inteiro, servindo, perguntando se queria mais, tentando arrancar um sorriso mesmo que fosse forçado. Era nítido o esforço dela pra manter ele em pé, inteira por fora, mas com os olhos inchados de quem chorou escondida no banheiro.
— Isso vai passar — ele disse, de repente, com a voz baixa. — É só o peso da