Ele caminhou até o portão baixo e tocou a campainha. Os segundos que se seguiram pareceram horas. Quando a porta principal se abriu, uma senhora de cabelos claros e olhar sereno surgiu no vão. Os traços eram inconfundíveis: eram os mesmos olhos de Leila, mas carregados com a sabedoria do tempo. Era Dona Margarida, a mãe da professora.
- Pois não?
Perguntou ela, aproximando-se do portão com curiosidade. João engoliu em seco, tirou o boné e deu o passo mais difícil da sua vida.
- Dona Maria... Me